Luta contra as reformas Movimentos Sociais

Reforma Administrativa estimula violência contra a mulher e por isso também deve ser combatida

Não bastasse representar uma grave ameaça às garantias da sociedade e dos servidores públicos configurando-se num projeto de destruição do atendimento à população em todas as esferas, a reforma administrativa, justamente pelo enfraquecimento que pretende promover no serviço público, vulnerabiliza ainda mais a mulher, num contexto em que a violência de gênero no país já atinge índices alarmantes.

É a denúncia que o SINTRAJUFE MARANHÃO faz nestes dias em que as mulheres marcam o ativismo contra a violência que as atinge.

A data de 25 de março, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, marca o início dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que segue até o próximo 10 de dezembro.

Aproveitando a ocasião, o Sindicato lembra que o projeto de reforma administrativa que tramita no Congresso Nacional, detonado pela PEC 32/2020, pode estimular ainda mais a violência de gênero: com o enfraquecimento das estruturas do Estado que dão apoio e suporte, combatem e punem essas ocorrências, agressores, estupradores, feminicidas se sentirão mais à vontade para praticar seus crimes, já que o sistema que lhes coíbe estará em ruínas.

Também por isso a reforma administrativa não pode passar.

Gisélia Castro, da Coordenação Geral do Sintrajufe, explica porque o Sindicato está engajado nesta luta:

“Como entidade de defesa dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores do serviço público, o Sintrajufe se une às mobilizações no Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher e dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Queremos ocupar todos os espaços em defesa das mulheres porque nenhuma sociedade pode avançar quando uma mulher sofre violência física, moral, sexual e discriminação salarial. Mais do que nunca, precisamos lutar contra esse mal que atinge as sociedades, especialmente este ano que em meio ao crescimento da pandemia no Brasil houve também uma explosão do feminicídio. É uma questão que precisa ser combatida com o fortalecimento de políticas públicas de gênero contra as relações desiguais entre mulheres e homens. O Estado brasileiro precisa assumir o seu papel e ser cobrado pela sociedade para fortalecer o serviço público com profissionais concursados e capacitados para elaborar e executar políticas de gênero, ampliando os canais de atendimento, promovendo uma educação de reconhecimento e de valorização do poder feminino. Precisamos dar um basta à violência contra a mulher, empoderando os coletivos de defesa dos direitos da mulher”.

Pela Vida das Mulheres!

SINTRAJUFE MARANHÃO