Pauta Local

Comissão da Procuradoria Regional do Trabalho no Maranhão avalia condições para trabalho presencial

Seguindo o exemplo dos servidores da Justiça Federal, trabalhadores de outros órgãos da base vêm se antecipando para discutir cenários de retomada das atividades presenciais no cenário da pandemia do Covid19.

A ideia é ter propostas concretas para quando os órgãos apontarem o retorno eles terem elementos concretos, com bases científicas para avaliar as condições para tanto. O Sintrajufe vem incentivando a categoria a tomar essa iniciativa, de modo a se precaver ante para que qualquer possibilidade de retorno seja aventada somente se houver condições seguras para isso.

Dessa forma, os servidores da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT16) também constituíram comissão, que terá o apoio do Sintrajufe em suas indicações, para avaliar as possibilidades da retomada presencial.

Nesta terça-feira, a Comissão da PRT16 conversou com o dr. Antônio Augusto, médico epidemiologista, professor da Universidade Federal do Maranhão que vem acompanhando a pandemia no Estado.

Na conversa, Antônio Augusto, que já apresentou seus estudos em assembleia virtual do Sintrajufe, identificou que, no momento atual, a situação na capital maranhense é propícia para um rebote, ou uma segunda onde, do Covid19.

Em São Luís, onde há algumas semanas o índice de retransmissão esteve favorável a estancar a contaminação em massa, estando abaixo dos padrões esperados (rt < 1), com a euforia gerada pela reabertura do comércio, restaurantes e outros estabelecimentos, ocorreu uma reversão da queda desse índice, que voltou a ficar acima de 1, como demonstrado pelo pesquisador.

Vale lembrar que a PRT ainda não ventila a possibilidade de retorno presencial, diferente do que apontam alguns órgãos da base. Isso reforça a importância da articulação dos servidores e dá tempo para acompanhar a evolução do problema.

Riscos

Com os números trazidos pelo epidemiologista, constata-se que a possibilidade de transmissão em São Luís, onde está a sede da PRT, dos tribunais federais e da Procuradoria da República, continua elevada.

Entre os dados apresentados por Antônio Augusto, identificou-se que a pandemia tem vários cenários pelo Estado, estando mais avançada em algumas localidades e mais lenta em outras, além da reversão verificada em São Luís.

Essa tendência para uma segunda onda, ele frisou, verifica-se não apenas em relação à contaminação, mas também sobre o número de óbitos, que voltou a crescer.

Para se ter uma ideia, há semanas o Estado registra mortes por Covid19 na casa de três dezenas ao dia.

Como deliberado em Assembleia, os servidores são contrários a qualquer possibilidade de retorno do trabalho presencial nestas condições. Eles registraram ainda a consciência sobre a precariedade e a pressão exercida pelo trabalho remoto, que deve ter acompanhamento para evitar situações como assédio moral, estafa física e mental, entre outras consequências adversas. Mas entendem que o momento não é propício para o retorno presencial.

Quanto à situação delicada do trabalho remoto, indicaram que o Sindicato abra canal de denúncias para situações de assédio, que podem ser feitas clicando AQUI.

Acompanhe a apresentação feita pelo dr. Antônio Augusto à Comissão da PRT clicando no link a seguir: