Adiada votação da reforma da Previdência

Luta contra as reformas Pauta Nacional

A equipe econômica trabalhou, até o último momento, com a previsão de ver votado o primeiro turno da reforma da Previdência na última terça-feira, 24 de setembro. Entretanto, até o momento, nem a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ do Senado) foi concluída.

Embora o governo dê a reforma como aprovada, o atraso – e os fatos que o motivaram – pode dar alguma esperança aos trabalhadores, em se mantendo a luta contra mais esse ataque.

Em relação aos senadores maranhenses, o cenário de voto é praticamente definido em dois a um contra a reforma, com Weverton Rocha e Eliziane Gama votando contra e Roberto Rocha, que se revelou “bolsonarista de carteirinha” votando para acabar com o sistema previdenciário brasileiro.

O adiamento é uma derrota para o governo e expõe uma “rachadura” no Senado, especialmente em razão dos motivos que o causaram.

A “batida” da Polícia Federal no gabinete do líder governista Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE) colocou o presidente da Casa em rota de colisão com o Planalto, o que fez a votação subir no telhado. O próprio grupo do presidente do Senado também rachou com o adiamento, já que a medida tomada pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM/AP) de adiar a votação desagradou sua aliada Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, que queria concluir a votação na comissão esta semana.

Luta

Os trabalhadores, além de seguirem acompanhando esse cenário (e torcerem para que a confusão instalada lhes dê ainda mais tempo contra a proposta), devem aproveitar todo o intervalo que conseguirem para se manifestar contra o fim da Seguridade Social, pautando, em mobilizações de diversos setores, a luta contra a reforma como item da pauta.

Um exemplo é a nova mobilização do setor da Educação Pública contra a privatização de universidades e institutos federais representada pelo programa Future-se. A Educação mobiliza-se nos próximos dias 2 e 3 de outubro. O ideal é que outros setores se unam para, além de lutar contra a destruição das universidades federais, manter a mobilização contra a destruição da Previdência (até porque, com todo atraso, a informação oficial é que o Senado concluiria toda a votação da matéria até a primeira quinzena de outubro).

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