CSP-Conlutas e Cimi denunciam ao MPF coação aos Tremembé de São José de Ribamar

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Mesmo após acordo fechado com a etnia Tremembé do Engenho na cidade de São José de Ribamar (Maranhão), o suposto proprietário da área reivindicada como território tradicional continua coagindo os indígenas. Nesta quarta-feira, 31 de julho, várias árvores foram derrubadas na parte confrontante à área do acordo.

A etnia busca a demarcação de seu território e sofre todas as formas de ameaças. Quando não partem do suposto proprietário, elas chegam de grileiros que vendem lotes a pessoas vulneráveis para lucrar e dificultar o trabalho da Funai.

A CSP-Conlutas e o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) já estão encaminhando a denúncia ao MPF (Ministério Público Federal) para as devidas providências, pois a área está em processo de demarcação.

No vídeo, o advogado Waldemir Soares Junior da CSP-Conlutas explica as iniciativas:

Urgente! Mesmo após acordo fechado com a etnia Tremembé, o suposto proprietário da área reivindicada como território tradicional continua coagindo os indígenas. Hoje várias árvores foram derrubadas na parte confrontante a de permanência da etnia para coagir e expulsar os indígenas. A etnia Tremembé do Engenho na cidade de São José do Ribamar (Maranhão) busca a demarcação de seu território e sofre todas as formas de ameaças. Inclusive de grilheiros que vendem lotes para pessoas vulneráveis para lucrar e dificultar o trabalho da FUNAI. Todos os encaminhamentos já foram realizados para garantir a proteção ambiental e a segurança física da etnia. Em nome da defesa saliento que nenhuma ameaça ficará sem a devida resposta judicial. Demarcação é um direito e não se negocia.

Publicado por Waldemir Soares Junior em Terça-feira, 30 de julho de 2019

Os Tremembé do Engenho já sofreram reintegração de posse com violenta repressão por  policiais que participaram da ação, realizada no dia 19 de dezembro último, com lançamento de bombas de gás lacrimogênio e uso de tratores que destruíram as plantações agroecológicas e o sistema de irrigação do local (foto acima). “O braço armado do estado, contando com cerca de 150 soldados da polícia militar, tropa de choque, polícia rodoviária federal, estadual, até mesmo a guarda municipal de São José de Ribamar, amparou a ação dos tratores”, afirmou a nota do Cimi na época.

Do site da CSP Conlutas