Gil Cutrim, Tábata Amaral e demais deputados do PDT que votaram pela retirada de direitos sociais na reforma da Previdência são punidos pelo partido

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Oito deputados federais do PDT tiveram sua suspensão das atividades e representação do partido anunciadas nesta quarta-feira por votarem a favor da reforma da Previdência de Bolsonaro e Guedes e contra os trabalhadores e a orientação partidária.

Entre estes, a deputada por São Paulo, Tábata Amaral, alçada a “ícone” após enfrentamento com o ex-ministro da Educação Ricardo Vélez durante sabatina na Câmara.

Além dela, foi também suspenso o maranhense Gil Cutrim (na foto acima com o governador Flávio Dino), além de mais seis deputados da sigla (Alex Santana, da Bahia; Subtenente Gonzaga/MG, Silvia Cristina/RO, Marlon Santos/RS, Jesus Sérgio/AC, e Flávio Nogueira/PI).

Somente do PDT, foram 8 votos para Bolsonaro, dos 27 que compõem a bancada do partido na Casa. Outros 26 deputados de oposição de outras legendas também garantiram a vitória do governo contra os trabalhadores na votação do primeiro turno na Câmara.

O segundo turno, previsto inicialmente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para acontecer ainda em julho, ficou para depois do recesso parlamentar, após muita pressão dos trabalhadores subsidiando o trabalho da oposição, que alargou o tempo para votação de destaques e jogou a decisão na Câmara para depois do recesso parlamentar.

Com o adiamento, os trabalhadores ganham fôlego para manter a pressão e tentar barrar esse duro ataque à garantia constitucional de aposentadoria aos trabalhadores. Daí a necessidade de não se esmorecer nessa luta.

Flávio Dino

Cutrim chama atenção porque, além de fazer parte de um partido da oposição que orientou voto contra a reforma (a punição agora, com a suspensão, pode chegar, após dado o direito de defesa dos deputados nos processos internos do partido, até a expulsão de seus quadros), é também aliado do governador do Maranhão, Flávio Dino, que anuncia ser contra a reforma, mas que viu a maior parte de seus aliados votarem com Bolsonaro, Guedes e o mercado.

Para o segundo turno da votação, os maranhenses terão a oportunidade de ver qual a profundidade dessa oposição do govenro local aos ataques do governo nacional, caso o governador não dê uma “arrumada” na casa e chame aliados para uma conversa, orientando voto contra uma proposta que ataca trabalhadores e que pode contribuir inclusive para combalir ainda mais a sua popularidade.

Além de Gil Cutrim, quase todos os aliados do governador votaram a favor da reforma, excetuando-se apenas Márcio Jerry, Zé Carlos e Bira do Pindaré. O outro voto contrário à reforma (Braide) é de oposição ao governo estadual.

 

Pedro Lucas Fernandes, também aliado de Dino, votou com Bolsonaro contra os trabalhadores na reforma da Previdência: e aí, governador?
Gastão Vieira, até hoje identificado com o sarnesismo, é da “base” de Dino e também disse sim à destruição da Previdência Pública

 

Josimar de Maranhãozinho aprendeu com os grandes coroneis: se tem governo, sou a favor! E “nem aí” para o trabalhador que o elegeu…

 

Há ainda os declaradamente contra os trabalhadores: votam em tudo que retira direitos, como foi na reforma trabalhista, aprovada por boa parte deles, agora também na questão da Previdência! Até a votação no segundo turno, vamos bradar contra esses inimigos

 

Todos estes votaram pela destruição das aposentadorias