Greve Geral é deflagrada em semana que promete ser decisiva para avanço da reforma da Previdência contra os trabalhadores

Pauta Nacional

O relator da Contrarreforma da Previdência (Samuel Moreira/PSDB-SP) prometeu anunciar sua posição esta semana, submetendo imediatamente seu relatório (que deve ser favorável aos principais ataques aos trabalhadores constantes na proposta) à Comissão Especial da Câmara que trata do assunto, para que logo ele siga para as duas votações no plenário da Casa. A previsão dos defensores da proposta que acaba com o sistema de aposentadorias brasileiro e prejudica especialmente trabalhadores mais carentes, servidores públicos e mulheres é que a matéria esteja definida na Câmara antes do recesso parlamentar em 15 de julho, ou seja: dentro de pouco mais de um mês.

Correndo contra essa avalanche, os trabalhadores de todos os setores têm esta semana uma tarefa fundamental: construir na próxima sexta-feira, dia 14, uma greve geral maior que a que foi feita em abril de 2017, que foi capaz de derrotar a contrarreforma proposta por Temer, dada pelos apoiadores como aprovada até aquela altura.

Nesse sentido, toda a preparação que está sendo feita nestes dias que antecedem a greve geral de sexta-feira deve contar com a participação das bases.

O Sintrajufe reforça o chamado para a ASSEMBLEIA GERAL marcada para esta terça-feira, 11, às 13h30, na Justiça Federal, que tem a preparação da greve geral entre seus pontos (a Assembleia discutirá também a entrada da ação de reconhecimento da GAJ e da GAMPU como parte das remunerações da categoria, e a eleição de delegados/as para o 4º Congresso da CSP Conlutas, que acontece em agosto em São Paulo).

Plenária Unificada

O Sindicato também orienta a participação da categoria na Plenária Sindical, Popular e da Juventude, que acontece também nesta terça-feira, 11, às 18h, na Sede do Sindicato dos Bancários do Maranhão (rua do Sol, centro de São Luís).

Na Plenária, será definido o local (ou locais) de concentração durante a greve na sexta-feira, além de deliberadas outras estratégias.

Esta reunião pretende ampliar o raio de representatividade de todos os setores para a construção da greve, podendo participar da Plenária, dessa forma, trabalhadores dos setores privado e público, estudantes, desempregados, militantes de movimentos sociais, autônomos e todos aqueles e aquelas que venham a fazer parte desta insurgência contra o ataque que representa a tentativa de reforma da Previdência proposto pelo mercado e representado por Guedes, Bolsonaro, mídia e grandes corporações, representantes, também, dos setores que mais devem a Previdência segundo apurou a CPI que tratou do assunto.

Todos e Todas à construção e participação na greve geral do dia 14!