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Previdência sob a mira

Na tarde desta segunda-feira a equipe de transição reuniu-se sob o comando de Paulo Guedes, anunciado ministro da Economia a partir do próximo ano, para definir a reforma da previdência como prioridade do  novo governo.

A reforma deve ser ainda pior que a que tramita hoje, sob Temer: a nova equipe pretende estabelecer um plano de previdência no qual cada contribuinte custeie sua própria aposentadoria, como num plano de capitalização, quebrando assim o regime de solidariedade previsto na Constituição de 1988.

Qualquer que seja a reforma a ser adotada, seja a que hoje está em tramitação ou a prevista pela nova equipe, ela será um duro ataque aos trabalhadores. Caso aprovada, adiará ou inviabilizará o direito à aposentadoria para milhões de brasileiros. Além disso, resultará na redução total o parcial de benefícios e do valor de quem conseguir se aposentar. A proposta discutida atualmente tramita num estágio relativamente avançado, já tendo passado pelas comissões especial e de justiça, na Câmara Federal, e está no ponto de ser levada a voto no Plenário daquela Casa, de onde, sendo aprovada, seguirá para o Senado Federal.

Reforma é golpe na Constituição

Durante a campanha, o representante da extrema-direita, hoje eleito presidente, propagandeava que iria respeitar a Constituição, por mais que sua postura mostrasse exatamente o contrário.

Agora eleito, declara rasgar direitos sociais protegidos pela Carta Constitucional.

Entre suas prioridades, a destruição da seguridade social.

Semana passada, Onyx Lorezoni (assumidamente corrupto, tendo confessado envolvimento com o esquema JBS e ainda assim teve seu caso arquivado pela justiça), um de seus principais assessores, detalhou como eles pretendem acabar com a Seguridade Social. Em entrevista reproduzida pelo Jornal Nacional (Globo), ele é enfático: “a primeira coisa é separar”.

Por “separar”, entenda-se quebrar o princípio da solidariedade e romper com a seguridade social, retirando a previdência do sistema de proteção. A Previdência é um dos elementos que, juntamente com a Saúde e a Assistência Social, formam a Seguridade Social, agora sob ameaças reforçadas pelo grupo que chega ao poder no Brasil.

Sintrajufe, com informações Fenajufe, Andes, Apruma e Folha de SP