Movimentos Sociais

Lutar não é crime! Militantes do Quilombo Urbano são processados em São Luís por exigirem serviços básicos

No dia 6 de novembro do ano passado, mais uma mostra truculenta da força policial deteve violentamente quatro militantes do Movimento Quilombo Urbano, que faziam parte de protesto no bairro João Paulo, em São Luís, em que se reivindicava saneamento básico e drenagem em logradouros públicos como rua da Vala, no bairro da Liberdade, e nos bairros Coroado e Redenção.

Como desdobramento, Preta Lu, Marília Durans, Diomar e Preto Roob estão sendo processados pelo Estado, após terem sido presos de forma truculenta naquele dia 06. Marília conta que passou dias sentindo dores na região abdominal em decorrência da forma violenta em que foi segurada por policiais militares. “Eles estavam enforcando, sufocando Roob, e fui desesperada procurar intervir e fui segurada dessa forma. Depois nos jogaram por quase uma hora dentro de um camburão escuro”, conta.

A primeira audiência acontecerá na próxima quinta-feira, 22, às 10h, no Juizado do Anil, próximo à Faculdade Cest, onde vários militantes deverão estar prestando solidariedade. Quem quiser e puder comparecer, o apoio será muito importante.

Atividade marca a resistência

Nesta quarta-feira (dia 21), a Setorial Popular da CSP Conlutas realiza o debate “De Shaperville ao Brasil: racismo, violência, criminalização e resistência negra”. A atividade será às 18h30, no Sindicato dos Bancários.

Todos e todas estão convidados/as.

O objetivo da atividade é fazer uma análise histórica do Massacre de Shaperville aos dias atuais, de como a população negra é tratada ao reivindicar por melhores condições de vida e por sua dignidade, além de prestar solidariedade aos criminalizados.

Veja o chamado para a programação e imagens gravadas pela imprensa durante o protesto ano passado (repórteres denunciaram à época também terem sido fortemente agredidos na ocasião).